RECICLE O SEU LIXO
A cultura do “lixo” cede lugar à cultura dos “resíduos sólidos” jogando fora a expressão: “não presta, não serve para nada, ganhando a denominação de – matéria prima a ser reaproveitada”.
Neste contexto estão duas palavras chaves: Preciclagem e Reciclagem.
Quando damos preferência a produtos que não agridem a natureza - sabão biodegradável, papel reciclado, alimentos cultivados sem agrotóxicos e adubos químicos, estamos preciclando, enquanto o outro beneficio não menos importante é a transformação de recursos naturais que iam para o lixo, procedendo-se o reprocessamento.
Hoje somos seis bilhões de pessoas no planeta produzindo em média por pessoa 1kg de lixo por dia, gerando uma monstruosa quantidade de resíduos e materiais como fralda descartável ou embalagem de isopor que permanecem ainda por 400 anos.
Quando nós estamos aderindo a reciclagem, estamos poupando os ecossistemas de desflorestamento, queimadas, resumindo o consumo da água e energia, reduzindo a quantidade de lixo nos aterros e produção do chorume e gás metano.
O vidro reciclado, não se perde matéria prima e para o novo vidro economiza-se 30% de energia; na reciclagem do plástico economiza-se derivados de petróleo; cada tonelada de alumínio reciclado (latinha) evita o emprego de cinco toneladas de bauxita e poupa 95% de energia elétrica, porém beba com moderação, pois o Brasil hoje já é o segundo reciclador do mundo.
Entretanto, por trás desse título que ostentamos é visível a exclusão social e não propriamente a conscientização ambiental.
Tomamos de perto o nosso exemplo, quando mais precisamente a uma década passada, no aterro de Canabrava, cães, urubus e ratos competiam entre si e disputavam com homens, mulheres e crianças o lixo podre, hospitalar e todo tipo de dejetos, na busca de comida e vestes. Ali, estava o vergonhoso retrato de parte de uma população excluída; não era o subemprego, o desemprego ou o informal, e sim um povo miserável.
O “inferno social” foi transformado num modelar centro de triagem, cercado por jardins floridos, gerando emprego, renda e dignidade.
Hoje, ainda existe uma população, chamaríamos ainda de “badameiros” ou sei lá o que, a invadir as ruas, revolvendo o lixo de porta em porta, não somente à cata de latinhas, mas também a mitigar a fome; é o desemprego, é a exclusão social.
É preciso que as autoridades se voltem ou acordem para a solução da precariedade do emprego, gerando a falta da proteção na área da seguridade social, o que não permite a muitos uma vida digna. Isto indica que não basta uma democracia formal, mais sim participativa, baseada na promoção e respeito dos direitos humanos, sem o que, estará traindo um povo que não é mais cachorro, urubu ou rato.
Ao quadro político nacional: “Recicle o seu lixo” interior, despojando o lixo podre da corrupção, da mentira, da negociata, da falta de compromisso e responsabilidade, na busca dos valores morais.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
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