ARTE CÃO
O artista costarriquenho Guilhermo Varga, apelidado, Habacuc, capturou um cão em um bairro pobre e prendeu-o no meio de uma galeria em Nicarágua, sem água e comida, onde o cãozinho morreu. “Habacuc” chamou isso de “arte”, e não é que ninguém, freqüentadores da galeria, provavelmente “artistas”, nada fizeram para evitar tamanha estupidez.
“Para mim, o importante é a hipocrisia das pessoas. Um animal assim se converte em foco de atenção quando eu coloco num lugar onde as pessoas vão ver arte, mas não quando ele está na rua morto de fome”assim justificou Varga.
Retirada a palavra estupidez, colocada acima, para que com isenção possa julgar, coisa que, aliás, por princípios cristãos não devemos praticar, porque todos nós somos pecadores, mas sim encontrar razões, se é que assim posso escrever para o fato.
Pela teoria de Darwin os humanos são como outros animais, bem aceita talvez na Índia, China ou África através de suas crenças, que choca com os cristãos que têm o homem como centro da criação, longe de comparado ou igual a chipanzé, quanto mais com cachorro. Os humanistas, junto aos biólogos e sociólogos não concordam com essa mistura.
Na obra “A Vingança de Gaia” (James Loveock), a população humana, hoje, com mais de seis bilhões de viventes, deverá chegar a oito bilhões até 2050, e para sua própria sobrevivência (habitação, áreas para cultivo de alimentos) destruirá todo verde. As mudanças climáticas já impostas podem ser um mecanismo de vingança a esta superpopulação.
Platão preconizava a contemplação como precípua atividade humana, com a definição de que o homem não estaria para mudar ou construir o seu mundo e sim para admirá-lo e se postar a refletir.
A obra “Cachorros de Palha” (John Gray) pode sintetizar pela colocação do ser humano não individualizado ou solitário, porém sem desespero, por não poder mudar o mundo em que vive.
Diante de toda esta filosofia eu fico com aquele catador de latinhas que passa aqui pela rua todas terças e quintas, empurrando um carrinho de mercado, conduzindo seus dois filhinhos. Na última terça sua cadela, que faz parte do cortejo, começou a gemer em dor de parto, quando a bolsa se rompeu e o catador de latinhas entrou em pânico, arrumando uma caixa, colocou a cadela junto às crianças e latinhas no carrinho rumando rápido para casa. Na quinta, voltava feliz anunciando o nascimento de três cachorrinhos.
Este homem por certo nunca ouviu falar em Darwin, Platão, não é biólogo ou sociólogo, talvez leia muito mal, longe de conhecer “A Vingança de Gaia” ou “Cachorros de Palha”, mas por certo, esse homem tem Deus e muito amor no coração.
O JARDINEIRO
Na semana finda, observava os trabalhos de jardinagem que eram feitos aqui no nosso edifício quando fui abordado: Dr.Thelmo, está lembrando de mim ? Fiz o curso “Pequeno Jardineiro” na SPJ (Superintendência de Parques e Jardins da Prefeitura de Salvador) em 2003.
Tamanha foi minha satisfação e emoção em podermos ter patrocinado magnífico Programa, beneficiando menores carentes (14 a 17 anos), moradores do Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Arenoso, Chapada do Rio Vermelho e Saramandaia.Tinham Carteira de Trabalho assinada, recebendo meio salário mínimo, e a exigência de estarem estudando.
Jeferson hoje é um JARDINEIRO e o Programa, CADÊ ?
(Conheça melhor o “Pequeno Jardineiro” neste blog – edição,18/9/2007)
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
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Um comentário:
Pois é, meu Irmão. Por esras e outras não devemos julgar as pessoas pelo que cometem ( pelo fato simplesmente ). É que tudo está ligado a um negocinho chamado "circunstância". Não podemos conceber que uma pessoa atire na cabeça de outra. Mas se formos julgar temos que levantar todas as circunstâncias para chegarmos a conclusão justa, não precipitada.
No caso do cachorro "arte" é mesmo uma estupidez. Que diferença faz o cachorro "arte" do animal fora deste ambiente/ Nenhuma. Será sempre um animal sacrificado, que sente a sua dor como "arte" ou como cachorro simplesmente.
E comparar-me aos animais simplesmente, não! Deus nos fez animais diferenciados. Todos criaturas suas, mas diferenciados.
Quanto ao Jardineiro posso imaginar a sua felicidade. Vc o fez um Profissional e , mesmo que o programa tenha acabado, Este e outros jardineiros estão ganhando a vida honestamente, grças a Deus lhe ter feito um seu Instrumento.
E, como dizia um antigo comentarista de uma TV, aqui em Salvador: "Poesia é o axial".
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