quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"NÃO DEIXE MORRER OS BORASSUS''

- Borassus, palmeira do gênero botânico pertencente à família Arecaceae, com suas seis espécies, nativas de regiões tropicais da África, Ásia, Nova Guiné e Madagascar (Wikipédia Foundation, Inc.).
Chegam atingir 30 metros de altura, com folhas largas, em forma de leque, atingindo de dois a três metros de comprimento. Os frutos são arredondados e de cor castanha.
As folhas têm uma variada aplicação, tais como: esteiras, cestas, chapéus, como material de escrita e efeito medicinal, principalmente na Índia e na Indonésia Os frutos além de comestíveis têm efeito medicinal e diz-se até, afrodisíaco, e o caule usado em construções. As sementes devem ser plantadas no local, definitivas, vez que não se adaptam ao transplante e germinam em 200 dias. Pela sua importância, beleza e raridade essa palmeira é chamada "árvore celestial".

"Gavazza, a idéia de um Jardim Botânico na Bahia, estarei aí amanhã"essa foi a exclamação do saudoso professor Luiz Emygdio de Mello Filho quando visitou Salvador, em março de 2000, a convite da Prefeitura para junto à sua equipe técnica discutir a idéia de criação do nosso Jardim Botânico.
Luiz Emygdio, graduado em Medicina, Historia Natural, Farmácia/Química, Naturalista e Pesquisador, possuindo vários títulos de Livre Docência, Doutor em Ciências e Botânica, tendo dirigido por muitos anos o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, participou do projeto paisagístico do Aterro do Flamengo junto com Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Burle Marx e vários outros projetos no exterior, dirigiu o Museu Nacional – Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, autor de mais de noventa trabalhos com enfoque às questões ambientais, ciências e botânica, colaborador emérito da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - SBAU, da qual foi Presidente e quando ocupou o Conselho Deliberativo trabalhamos juntos. Guardo com saudades sua dedicatória no livro Meio Ambiente & Educação. Depositário de grande sabedoria, quando escreveu: "A grande realização do homem é a transformação da natureza em cultura".

Locais onde encontramos essas belas palmeiras em Salvador: Dique do Tororó (descida do Jardim Baiano), Campo Grande e Vasco da Gama e dispersos em outros locais.
Pela importância e raridade dessa palmeira, surpreendeu o Professor Luiz Emygdio a quantidade existente em Salvador e o bom trato que mereciam, daí recomendar sempre atenção e cuidados com os borassus.
Hoje, pela preservação desse patrimônio arbóreo da cidade e em respeito ao saudoso Professor, o órgão municipal competente está a dever os cuidados necessários para com essas palmeiras, pois é deplorável e inábil sua manutenção.

OS BORASSUS ESTÃO MORRENDO !

Nenhum comentário: