domingo, 24 de agosto de 2008

Seminário "Plantas Ornamentais para Interiores"

Realizado ontem no Hotel Portobello Ondina (apoio) sob o patrocinio do blog CriAção Ambiental e da EBARTE - Escola de Paisagismo e Jardinagem alcançou pleno sucesso. Os palestrantes DrªMaria Zélia Alencar de Oliveira (Mestra em Fitopatologia), Drº Stenio Barbosa (Ecopaisagista) e o DrºHiroshi Nakagawa (Engº Agrônomo) prenderam a atenção da platéia, constituida pelos admiradores de ornamentais, renomados paisagistas e associados da Associação de Paisagistas d Bahia. Os alimentos doados serão encaminhados à Casa da Criança com Câncer.

PIEDADE, PIEDADE...
A evolução física de Salvador mostra que entre os anos 1600 e 1700, dentre os seis bairros existentes, despontava o denominado “Portas de São Bento”, destacado por suntuoso convento em sua entrada. Na sua expansão urbana ultra-muros, aparece a Igreja de São Pedro e o hospício dos padres Capuchinhos de Nossa Senhora da Piedade, primeira referencia à aprazível área, propícia a nobres edificações, onde mais tarde seria implantada a Praça da Piedade. Constituiu–se no século XVIII como a principal praça da cidade, pela sua beleza e local de fatos importantes que mobilizaram a população, como a Revolução dos Alfaiates, movimento contra a escravatura e pregação a favor da independência da Bahia, sendo ali decapitados idealistas baianos.
Compõem hoje seu acervo arquitetônico, o Gabinete Português de Leitura, o Convento da Piedade, a Secretaria de Segurança (Policia Civil) e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
Em passado recente .foi alvo de uma grande reforma, não somente paisagística, ocasião da instalação do gradil, uma das últimas obras do consagrado artista Caribé. A história da Piedade se confunde com a própria história da Bahia, por isso constitui-se um desrespeito à cidade e sua gente a degradação que hoje sofre. Em meio ao lixo, colchões e caixas de papelão servem de dormitório a já caracterizada moradia de pobres excluídos; o belo gradil que poderia servir de vitrine a genialidade da arte baiana, é ultrajado, transformado em varal para peças íntimas e lençóis.

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