A BARRA ESTÁ MAIS POBRE
Não muito, há duas semanas atrás, os meios de comunicação todos, noticiavam a morte ou mais propriamente a derrubada de várias amendoeiras, no trecho da orla de Salvador, entre o Farol e o Porto da Barra.
A poda de uma árvore a agride como a amputação de um membro, porém necessária quando do conflito com os equipamentos urbanos. A Barra, com seus fortes, o belo Farol - seu cartão postal, praias de águas cálidas e uma vida dinâmica sem perder a boemia, tinha as amendoeiras como memória do seu verde urbano. Não podemos dizer que o sacrifício deveu-se à consideração da característica exótica da espécie, a ser substituída, quando em arborização urbana deve-se considerar às vezes a tradição mais que a quantidade, já inserida na história do velho bairro. Existem critérios para introdução de novas espécies. Se pelo aspecto biológico, é definido um sistema radicular que comprometa a calçada, meios outros senão a morte, existem.
A patologia vegetal cuida das modificações funcionais produzidas pelas doenças.
O meio ambiente impõe mais árvores para a cidade, entretanto as queridas amendoeiras da Barra foram riscadas da sua história e do inventário da arborização de Salvador.
“A quem sabe esperar o tempo abre as portas”, que não seja dado toque de silêncio ou recolher pelos poderes competentes à irreparável perda, pois o mundo verde agoniza.
terça-feira, 22 de julho de 2008
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