terça-feira, 6 de novembro de 2007

GRANDE PERDA
"As condições adversas do ambiente costeiro como salinidade, ventos fortes, altas temperaturas, substrato arenoso e de baixa fertilidade, não permitem um bom crescimento e desenvolvimento da maioria das espécies exóticas comumente utilizadas nos projetos paisagísticos. Neste contexto, a orla da cidade de Salvador representa um desafio para implantação de jardins e áreas verdes, pois a introdução de espécies vegetais de valor ornamental encontra nas condições ambientais um fator limitante.

A restinga, conjunto de comunidades vegetais fisionomicamente distintas que recebe a influência marinha e fluvio-marinha, está presente ao longo do litoral brasileiro, ocorrendo em áreas de grande diversidade ecológica como praias, cordões arenosos, dunas e depressões.

Buscando alternativas para a vegetação das áreas litorâneas de Salvador, a partir do 2º semestre de 1998, a Prefeitura de Salvador através da Superintendência de Parques e Jardins iniciou no Viveiro do Parque Costa Azul ( Convênio com a Conder), pesquisas, visando o conhecimento da fisiologia e propagação de plantas de restinga.” Relatório de Atividades – Viveiro do Parque Costa Azul (agosto/2000).
Esse projeto foi espelhado no Horto Carlos Rizzini (Bosque da Barra) mantido pela Fundação Parques e Jardins do Rio de Janeiro, destinado a estudos e pesquisas sobre a vegetação de restinga, pela sua singularidade, dando suporte ao Projeto Flora Litoral, onde técnicos da SPJ estagiaram.

Embora do ponto de vista legal esse ecossistema esteja protegido, pois as formações florísticas de restinga são consideradas de preservação permanente pela lei federal nº4.771 de 15 de setembro de 1965, e pela resolução nº4 de 18 de setembro de 1985 do CONAMA, tem sido alvo de destruição, causada principalmente pela especulação imobiliária.

As pesquisas desenvolvidas no Parque Costa Azul, Salvador, visavam obter na vegetação de restinga, espécies de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo com a visão ornamental para o paisagismo de Salvador, além da recuperação de áreas litorâneas da cidade, em degradação, e modelo como laboratório botânico para todo norte e nordeste do Brasil .

Aqui foram desenvolvidos experimentos de propagação com restinga de porte arbustivo e herbáceo, por plantio de estacas e sementes em vários tipos de substratos. Espécies como Bromeliaceae, Cactaceae e Orchidaceae eram alvo de pesquisas, contando com aproximadamente 3.000 mudas. Para extensão do Programa foi elaborado um projeto(2004), já detalhado e orçado, em local dotado de condições ideais, a servir de referência para convênios de cooperação técnica com outros estados

Senhores biólogos, botânicos, agrônomos, técnicos agrícolas, arboristas, arquitetos, paisagistas e ambientalistas, estudantes, ongs, comissões de meio ambiente, instituições competentes e a população, este é mais um projeto que vai para a galeria do CADÊ ?; de relevância ambiental para Salvador, o Estado da Bahia, para o Norte e Nordeste do País, num momento em que as questões ambientais monopolizam as atenções mundiais pela preservação dos ecossistemas em função da vida do planeta, CADÊ ?


2 comentários:

Vida disse...

Acho muito pertinente você falar sobre a orla de Salvador, é uma vergonha o estado em que se encontra, na verdade Salvador está relegada a décimo plano. O que acontece com a nossa cidade? a resposta é uma só; uma péssima administração. Vou lançar até uma idéa que se você Thelmo, achar legal poderá divulgá-la, trata-se de nós elegermos as 7 "porcarias de Salvador" ao contrário das 7 maravilhas eleitas recentemente por uma rádio local.Logo de cara eu sugiro duas: A Estação da Lapa, o bairro da Calçada e outros tantos lugares em Salvador abandonados pelos poderes públicos. Pense nisso!
Abraços,
Bartô

Anônimo disse...

Dr. Thelmo,
Neste Domingo, passou uma reportagem no Globo Rural sobre a preservação das plantas do cerrado atraves de um empresario do ramo de sorvetes, onde o mesmo sai em busca de varias frutas que saõ produzidas no cerrados.Como ele faz isto?Ele onde por diversas fazendas convensendo aos fazendeiros a preservar a vegetação pagando pelos frutos ali produzidos.Além de financiar o estudo e produção de mudas do cerrado.
Abs,
Sylvio